terça-feira, 12 de setembro de 2017

Hasteamento das bandeiras do Dia da Independência


Na manhã do dia 07 de setembro, a Prefeitura Municipal de Lajedo-PE realizou a tradicional cerimônia de hasteamento das bandeiras, em homenagem aos 195 anos de Independência do Brasil. A solenidade foi conduzida pelo Prefeito, Rossine Blesmany Cordeiro; a vice-prefeita, Lêda Machado; e o Presidente da Câmara Municipal, Denysson Vilela. Também estavam presentes os vereadores, secretários municipais, assim como gestores, professores e alunos das escolas das redes municipal, estadual e particular.

No início da manhã, a Banda 24 de Dezembro desfilou pelas principais ruas da cidade convidando os lajedense para participarem das festividades, além disso o grupo dos Desbravadores auxiliou na condução da solenidade.  


Banda 24 de Dezembro
Os Desbravadores
Este ano a temática escolhida para o Desfile Cívico foi “Meio Ambiente é uma questão de Educação”, e para iniciar as comemorações a Gestora da Escola Ambiental, Andréa Félix, foi convidada para ser a oradora oficial. Seu discurso trouxe uma retrospectiva histórica dos eventos que culminaram no surgimento da Educação Ambiental, relembrou as consequências de anos de exploração e desrespeito ao Meio Ambiente e ressaltou a responsabilidade de cada cidadão em adotar boas práticas ambientais, já que nossos governantes continuam vendo nossas riquezas naturais, apenas como fonte de recursos econômicos.
Gestora da Escola Ambiental, Andréa Félix

O Desfile Cívico se iniciou às 15h e contou com a participação das escolas da rede pública municipal; as escolas Jean Piaget e Cinderela, da rede particular; o pelotão do Quartel Mirim; os Bombeiros Civis; a Banda Leão do Norte e a Fanfarra Sintonia Musical.




Segue abaixo o discurso da oradora Andréa Felix.


Excelentíssimo Sr. Dr. Rossine Blesmany Cordeiro - Digníssimo Prefeito deste Município;
Ilmª Senhora Marconeide Cordeiro - Digníssima Primeira Dama;
Excelentíssimo Srª. Lêda Machado - Digníssima vice-prefeita;
Ilm. Srª Denison Vilela: Presidente da Câmara Municipal de Lajedo e demais vereadores;
Ilustríssima Srª Neide Félix: Secretária Municipal de Educação: a qual saúdo todo secretariado e gestores da educação do nosso município
Demais autoridades presentes, minhas senhoras e meus senhores, estudantes, professores, pais, mães, cidadãos brasileiros.

De início, sejam as minhas palavras uma expressão sincera de agradecimento por ter merecido do Poder Executivo, para proferir o que significa esta data e este acontecimento a todos nós. Falar ao meu povo e autoridades, a respeito da Educação Ambiental, terra e céu é realmente algo que nos leva a sentir o privilégio que ora desfruto. Ante isto e por isto, meu franco e sincero agradecimento

Reunimo-nos mais uma vez para comemorar festivamente mais uma data cívica de nossa estimada Nação És luz. És calor e vida para os teus filhos e os que aqui chegam. 

Ajuda-nos Senhor a prosseguir na jornada de uma Pátria melhor.  Que sejamos autênticos  e unidos para realizações múltiplas e contínuas em prol do Brasil, e consequentemente por um mundo melhor, onde todos possam sentir-se comprometidos, desempenhando um trabalho de qualidade, articulado com a cultura de nosso povo, procurando oferecer  melhores condições  para formação de cidadãos capazes de construir  com consciência e responsabilidade a sociedade  a  qual  está inserido, redirecionando para as classes desprovidas,  desenvolvendo uma educação que  atenda às suas necessidades. Ajuda-nos realmente a conseguirmos incutir e cultivar os ideais do trabalho, amor e fraternidade, para que possamos apesar dos obstáculos, encontrar pessoas com disposições e riquezas interiores, capazes de nos incentivar nas realizações dos nossos ideais.

É tempo de soltar a voz; de se entregar a uma experiência profunda; de enfrentar como um artesão a dureza da vida, a capacidade do cotidiano de refazer o processo educacional vinculando o saber do povo ao saber sistematizado, voltado para todas as classes paupérrimas, oferecendo condições para que os brasileiros sintam-se capazes de construir a sociedade e de intervir na mesma.

Em ordem cronológica a temática Ambiental, vem Há anos sendo debatida, gostaria de pontuar:

72 – Estocolmo
Rio 92
97 – Kyoto
2009 – COP – 15/16 Copenhague
2015 – COP 21 Paris Acordo do Clima

Devemos refletir profundamente sobre o modelo produtivo adotado em nosso País, que é concentrador na renda e não tem nenhum cuidado ou compromisso com a área ambiental. O Brasil caminha na contramão das questões ambientais demandando que o Poder Público assuma a responsabilidade de criar uma economia mais verde, reduzindo as emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa, além de adotar boas práticas ambientais, como a conservação dos solos, o uso racional dos recursos hídricos, a coleta seletiva e a destinação adequada dos resíduos sólidos, a economia e a adoção de energias alternativas, mais limpas. O mundo avança nesse sentido das mudanças ambientais, o Brasil não pode e não deve ficar á margem desse processo, sob pena de contribuir para uma qualidade de vida, cada vez mais precária. Devemos valorizar os serviços ambientais prestados pelos biomas,tendo a nossa Amazônia como vital nesse processo e não, meramente, entendida como mais uma fronteira agrícola a ser vencida, usando os métodos arcaicos e tradicionais de produção.

A ambição levou o homem a considerar não apenas normal, como desejável, dominar, matar, desmatar e “conquistar”, pela força, outras regiões, destruindo a natureza, além das culturas humanas.

Hoje, nós estamos enfrentando as consequências de séculos dessa atitude predatória: a ameaça do aquecimento global não é mais assunto de ficção científica: foi devidamente comprovada pelos mais eminentes cientistas. O envenenamento do ar, das águas e do solo vêm, há décadas, causando doenças. Ninguém é imune. Ninguém está livre.

As seguidas e violentas alterações ambientais decorrentes das mudanças climáticas, que vêm assolando todos os continentes, quer seja na forma de secas atípicas, como a que enfrentamos por 6 anos e meio em nossa região.

Atualmente temos presenciado um quadro, cada vez mais caótico, em termos da ocorrência de desastres ambientais, assim, temos que estar preparados para a prevenção. Hoje o nosso País encontra-se numa incômoda quarta posição entre os maiores emissores dos gases que causam o efeito estufa, sendo que, a nossa principal fonte de contribuição, cerca de 75% do total, advém do desmatamento predatório e das queimadas, notadamente na região Amazônica, e o que assistimos, ao contrário do que é desejável.

Se tudo isso não bastasse, também temos assistido a mais violenta investida sobre a base normativa ambiental, e em várias frentes, que vão desde o Código Ambiental, que propicia a redução das áreas de preservação permanente, até uma avalanche de Projetos de Decretos Legislativos que agridem não só a questão ambiental e afrontam a questão indígena,   passando pela edição de Medidas Provisórias, que, irresponsavelmente, flexibilizam as regras do licenciamento ambiental e incentivam a especulação fundiária, notadamente, na Amazônia Brasileira.

Lajedo tem procurado fazer a sua parte, tanto à nível de apresentação de propostas legislativas, como a elaboração por mim do PMMA que está em fase final, para um Projetos de Lei que dispõem sobre a obrigatoriedade de adoção de medidas por parte do Poder Público regulamentando nossas leis e   sobre o estabelecimento de metas decenais.

Assim, diante de todo o exposto sentimo-nos propelidos a comemorar o dia 7 de setembro com um desfile temático nesta área para que saiamos fortalecidos para enfrentar o enorme desafio, que se revela, cada vez mais, complexo, de lutar, com todas as nossas forças, em defesa do meio ambiente.

Pensando na contribuição da educação para a formação do cidadão lajedenses, em 1º lugar acredito que temos o dever de formar cidadãos conscientes do seu papel na sociedade, que todo lajedense saiba respeitar as diferenças sociais e culturais dos demais e que tenham sempre consigo que a melhor maneira de transformarmos nossa própria realidade é tendo uma posição esclarecida e crítica acerca das nossas ações e das ações dos outros para conosco. Isso tudo é possível através da educação.

Em segundo lugar, gostaria de mencionar que qualquer processo educativo só é possível quando cumprimos nosso papel social com paixão. A paixão permite que em tempos de globalização e de consumo desenfreado, acabemos por nos tomar pelo sentimento pátrio. Sim, estou falando de patriotismo, de amor filial à nação. É preciso que nos demos conta de que foi a educação, ao longo da história, que transformou essas paixões em leis cívicas. A educação assim como a leis, assim como a própria nação, são construções sociais, não são alheias a nós, são realizadas por mim, por você, todos os dias, através de nossas ações e atitudes no convívio social.

Em terceiro e último lugar, é preciso perguntar a cada um de nós, numa oportunidade festiva como a de agora, não o que esperamos da vida a partir de nossos valores particulares, mas, antes, perguntar-se o que a vida - a sociedade, a Pátria Brasil – espera de nós como cidadãos? Se formos capazes de ensinar nossas crianças e nossos jovens a viverem com a consciência de que o bem comum é, com o perdão da redundância, de todos nós, encontraremos o caminho certo para a construção de uma Lajedo solidária, fraterna e cada dia melhor de se viver. Se isso acontecer, nós teremos cumprido nossa missão de formar homens e mulheres com poder de transformar o mundo e ao fazer isso, certamente estarão transformando a si próprios. Creio que isto é dever cívico. Isto é amor a Pátria!

Vamos participar, com alegria, senso crítico e propositivo. A Campanha da Fraternidade 2017 com oTema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).é marcada pelo empenho de todos e convida-nos a ver, julgar e agir.

Cito um trecho da carte que, em 1855, o cacique Seattle, da Tribo Suquamish, “O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo”.

Obgrigado!

Texto: Escola Ambiental
Imagens: Prefeitura de lajedo

PREFEITURA MUNICIPAL DE LAJEDO - PE
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
ESCOLA AMBIENTAL DE LAJEDO - PE

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Escola Jean Piaget e Escola Ambiental parceiras na arborização de Lajedo




A Escola Jean Piaget em parceria com a Escola Ambiental trouxe para o desfile de Independência desse ano 250 mudas de árvores para serem plantadas em jardins, praças e calçadas, contribuindo para a arborização de Lajedo. As mudas foram doadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).


A arborização urbana ultrapassa o papel estético de suprir a carência pelo verde, e adquiri o papel de redução da poluição do ar, interceptação da água de chuva, sombreamento e estabilização da temperatura, redução do ruído e promoção de melhorias no bem-estar psicológico e físico. As mudas são de duas espécies diferentes e prontas para o plantio.
  • 50 mudas de Pau-brasil - uma espécie nativa da região da Mata Atlântica. A extração do pau-brasil foi a primeira atividade econômica empreendida pelos colonizadores portugueses no Brasil. Naquela época, a madeira avermelhada era um dos produtos de maior procura na Europa, usado para tingir tecidos e fabricar móveis. Sua intensa exploração quase ocasionou a extinção da árvore que originou o nome da nossa pátria, declarada árvore nacional, no dia 7 de dezembro de 1978. Atualmente está protegida por lei e não pode mais ser cortada das florestas. O Pau-brasil é uma arvore de médio porte, podendo alcançar de 10 a 30 metros de altura, suas flores são amarela com tons de vermelho e com a casca acinzentada.

  • 200 mudas de Nim indiano - Natural da Índia é considerada uma árvore sagrada, conhecida como a "Farmácia local”, todas as parte da árvore são usadas na medicina tradicional indiana. Adaptada ao clima do Brasil é considerada um bom repelente de insetos, também apresenta propriedades antifúngicas e antibacterianas. O Nim indiano é uma árvore de grande porte, podendo medir até 18 metros de altura, com ramos espalhados e crescimento rápido.

Após o desfile os professores de Ciências e Geografia da Escola Jean Piaget, com apoio dos professores da Escola Ambiental, darão continuidade ao projeto de Meio Ambiente "Conhecer para Preservar", de arborização, com a distribuição de parte das mudas para os pais dos alunos e outra parte será plantada na Praça do Socorro e Academia das Cidades.


Texto e imagens: Equipe Escola ambiental


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Premiação do 5º Concurso Artístico da Escola Ambiental


A Escola Ambiental levou nesse sábado, dia 02 de setembro, os estudantes vencedores do 5º Concurso Artístico, com a temática Eficiência Energética para uma visita monitorada a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, na Bahia. Várias escolas participaram do concurso com trabalhos que variaram entre elaboração e exposição de cartazes, construção de maquetes, gravação de vídeos, produção de panfletos, entrevistas e intervenção urbana. Os professores e alunos se empenharam nos projetos e aquele que mais se destacou foi realizado no Colégio Normal de Lajedo, e em segundo lugar na Escola Mamede Bento do Amaral.
Colégio Norma de Lajedo

Escola Mamede Bento do Amaral, Povoado Quatis

Todo o trabalho da Escola Ambiental, assim como das demais escolas, foi possível graças ao apoio da Secretária Municipal de Educação que iniciou o ano Letivo com o Projeto Energia que Transforma em parceria com a CELPE, viabilizando ao Núcleo Pedagógico a participação no curso da CELPE sobre Educação e Energia em Gravatá; em seguida, realizou uma formação com os professores de Ciências, Geografia, História e Pedagogia. Uma das etapas do Projeto foi o 5º Concurso Artístico da Escola Ambiental, e inovando mais uma vez, contribuindo grandemente para a educação dos lajedense trouxe a Unidade Móvel Educativa da CELPE que durante uma semana recebeu alunos das escolas, públicas e particulares, da cidade e do campo para aulas sobre energia renovável e dicas de segurança. Todo esse esforço e dedicação foi reconhecido e mais uma vez somos destaque no Anuário publicado em dezembro, pela CELPE, com os melhores trabalhos sobre Energia nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Os alunos puderam conhecer o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, a partir das explicações do guia, ao longo da visita monitorada. Esse é um dos maiores complexos produtores de energia no Brasil, a partir da força das águas do Rio São Francisco, no município de Paulo Afonso, no estado da Bahia, administrada pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco - CHESF.


Monumento o Touro e a Sucuri




O Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso é um conjunto de usinas, localizado na cidade de Paulo Afonso, formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolônio Sales (Moxotó), que produz 4.279,6 megawatts de energia, gerada a partir da força das águas da Cachoeira de Paulo Afonso, um desnível natural de 80 metros do Rio São Francisco. Sendo assim, o Complexo de usinas de Paulo Afonso tem a segunda maior capacidade instalada dentre as usinas do Brasil.





A construção do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso no início da década de 1950 foi um marco para a engenharia brasileira, visto que foi necessário controlar e reverter o fluxo do Rio São Francisco, numa obra de engenharia sem tamanho para aquela época, para então iniciar-se o processo de construção da barragem da primeira usina (Paulo Afonso I), depois inaugurada pelo presidente Café Filho em 15 de janeiro de 1955.



Texto e imagens: Equipe Escola Ambiental




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